13 de janeiro de 2011
SE VACAS VOASSEM...
Um jovem professor de filosofia estava com seus alunos visitando uma propriedade rural nas cercanias da cidade.
Em certo momento um aluno o interpelou com uma pergunta.
- Professor eu acho a natureza muito injusta.
O professor curioso quis saber porque. E o aluno continuou:
- É só o senhor olhar aquela vaca ali, um bichão daquele tamanho preso em um cercadinho mínimo, e aquele passarinho que é um bichinho pequenino pode voar pelo céu imenso. Isso não está certo.
De repente o passarinho passa voando sobre a cabeça do menino e dá uma cagadinha.
O aluno diz:
- Pesando bem professor, a natureza está certa em tudo o que faz. Já pensou se vaca voasse!?
8 de janeiro de 2011
Colegas de classe
Ao chegar em casa depois de mais um dia chato de trabalho Pedro encontra um convite em sua caixa de correio.
Tratava-ve de uma convocação para a festa de reunião de sua turma de formatura no colégio.
Primeiramente pensou em rasgá-lo e por no fundo da lata de lixo, não tinha muitas lembranças boas do tempo do colégio, era o tipo do aluno bom de notas sem chegar a ser um CDF, mas, invisivel socialmente.
Depois pensou melhor e resolveu participar somente para ver como estavam seus antigos colegas de classe.
Quando chegou ao local marcado no dia da referida festa não acreditou na quantidade de pessoas que atenderam ao convite, estavam quase todos lá, alguns não tinham mudado muito de fisionomia, umas rugas aqui, uma carequinha ali, algmas barrigas crescidas enfim.
Logo reconheceu o seu melhor amigo na época Rogério Motta, e, feliz por poder conversar com alguém começou a relembrar os velhos tempos.
De repente sua atenção foi desvidada para uma bela moça de cabelos pretos, lindíssima que estava sózinha em uma mesa.
Pedro interpelou o amigo perguntando quem era aquela “belezura”, no que Rogério lhe diz espantado quanto viu quem era.
Minha nossa é a Andrea, eu não achei que ela viria, que coragem.
Sem querer saber de mais detalhes Pedro se dirigiu até a solitária moça e puxou conversa. No final da festa os dois estavam já meio bêbados e muito mais íntimos. Dividiram um táxi e no trageto até o apartamento de Pedro Andrea disse que não tinha um local para passar a noite até as tarde do outro dia quando voltaria para a cidade onde estava morando atualmente.
Prontamente Pedro lhe ofereceu hospedagem já que morava sozinho. Na verdade Pedro estava mesmo cheio de segundas intenções. E para seu espanto ela aceitou sem pestanejar.
E como diz o Chico Buarque foi uma noite lancinante, cheia de sexo selvagem. No dia seguinte Pedro acordou e encontrou sua cama vazia. Pensou que a noite passada tinha sido um delírio de sua cabeça influenciada pelo álcool, mas, escutou o chuveiro ligado. Chegou perto da porta do banheiro e arriscou: - Andrea?
- Oi meu amor, já acordou? – Foi a resposta que vinha lá de dentro, pela voz feminina e sedutora.
Mais aliviado por aquela criatura angelical ser real Pedro começou a revirar suas caixas de fotos em busca da foto de sua formatura. Procurou e encontrou. Lá estava toda a turma tendo ao meio o paraninfo o Prof. Roberto Siqueira.
Andrea entrou no quarto enrolada em uma toalha de banho e Pedro perguntou meio envergonhado.
- Engraçado, eu não estou me lembrando de você na turma da formatuta e não consigo nem acha-la aqui na foto. Você faltou no dia que ela foi tirada?
E a moça respondeu docemente.
- Não bobinho eu estou aqui, eu sou o André, o garoto que está do lado esquerdo do professor Roberto. Eu jogava futebol com você não lembra?
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19 de dezembro de 2010
ORAÇÃO DO JOÃOZINHO ANTES DE DORMIR
“Querido Papai do Céu, eu queria em primeiro lugar dizer que às vezes eu não tenho rezado, mas é que eu tenho andado muito ocupado. Eu não sei dizer o que isso significa mas o meu papai sempre fala isso prá mamãe quando ela está brava com ele.
Eu queria pedir pro Senhor abençoar todos aqui em casa, principalmente o meu papai, olha ele não está tendo um final de ano muito bom sabe... Primeiro porque o time dele não ganhou nada este ano, eu me lembro quando ele me disse que o time dele tinha um grande sonho esse ano, mas eu acho que o Ronaldo comeu o sonho sozinho.
Eu sei que eu também tenho um pouco de culpa por ele estar assim, ele até confunde o meu nome com o seu filho e às vezes ele grita: - Jesus Cristo senta direito nessa cadeira! - Jesus Cristo, vai tomar banho... Eu não ligo, até acho legal, mas o meu irmão saiu perdendo, o meu pai chama ele de droga. Outro dia ele falou assim pro meu irmão: - Droga me deixa ver o jogo do timão sossegado!
Mas outro dia ele se confundiu, eu estava brincando no quintal quando começou a chover, ele apareceu e gritou:
- Droga saia dessa chuva.
Aí eu falei: Mas pai, eu sou o Jesus Cristo...
Teve outro dia que eu não queria comer e ele falou assim:
- Meu filho pare de brincar com a comida... Você sabia que o Lula quando tinha a sua idade quase não tinha nada prá comer.
E eu falei: - E na sua idade ele já tinha sido eleito presidente do Brasil por duas vezes.
Acho que foi aí que eu vi meu pai chorando pela primeira vez.
Eu também queria pedir outra coisa. Será que eu posso ficar sem rezar até depois do natal?
É que eu quero ficar escondido esperando o Papai Noel chegar. Eu vou perguntar pra ele porque eu só ganho de natal os brinquedos usados do meu irmão.
Brigado.
Amém.
6 de novembro de 2010
O espelho
Esse texto me chegou pelas mãos de uma amiga.
Um sujeito vinha descendo a rua quando encontrou um espelho de carteira.
E aí ele olhou e disse:
- Olha... esse cara eu conheço...!
E ele coloca o espelho no bolso da calça.
De volta a casa, olha de novo no espelho e de novo diz:
- Poxa! De onde é que eu conheço esse cara...?
Quando entrou em sua casa, colocou o espelho novamente no bolso e se sentou à mesa.
Enquanto sua esposa servia a comida, ele tornou a olhar no espelho.
- Oh meu Deus! Eu sei de onde que eu conheço esse cara... Acho que é aquele que corta o cabelo na minha frente.
Curiosa, a esposa pergunta:
- Ei Manolo... o que você tem na mão...?
- Nada Josefa... não é nada de importante. - E coloca o espelho no bolso da calça de novo.
Depois do jantar ele coloca as calças em cima de uma cadeira e vai dormir. Josefa intrigada aproxima-se da cadeira, retira o espelho do bolso, olha e diz:
- Eu sabia! É uma foto de uma mulher ..!
- E que cara de biscate que ela tem...!
19 de outubro de 2010
ESPERE ATÉ MARTIN CHEGAR
Parece curioso, mas havia uma casa mal-assombrada no fim de uma rua em uma cidadezinha do interior.
A dita casa não era habitada por ninguém, é claro. As pessoas não se animavam a passar nem uma noite ali, quanto mais morar. Certa vez dois "corajosos" tentaram permanecer na casa; entraram rindo, brincando, mas saíram como dois furacões, só parando quando já estavam longe.
Uma noite, chovia a cântaros sobre a cidade. O homem vinha pela rua com a água a escorrer do chapéu, sem guarda-chuva nem nada. O frio estava terrível, a escuridão não deixava ver um palmo adiante do nariz. Quando viu a casa abandonada no fim da rua, parou.
— Dizem que é mal-assombrada — falou ele com seus botões. — Ora, isso não existe! Vou entrar um pouco e esperar que o aguaceiro passe.
Empurrou a porta lentamente e entrou. Acendendo um fósforo, espiou à sua volta. Ao ver um prego, pendurou ali seu casaco molhado, resolvendo também acender a boa lareira que havia.
Puxou então uma confortável poltrona para junto do fogo, tirou um livro do bolso e, muito bem instalado, começou a ler.
Lá fora, a tempestade continuava. Cada trovão de assustar até surdo. As janelas estremeciam com o vento. Mas o homem, entretanto, permanecia bem quentinho, sentado perto da lareira, deliciando-se com o livro.
De repente, algo chamou a sua atenção. Levantou a cabeça e viu um pequeno gato cinzento, bem diante do fogo. "Estranho! Não sei como não vi esse gato chegar", pensou ele. E voltou a ler, ajeitando-se melhor na poltrona.
Poucos momentos depois, a porta rangeu de leve. O homem olhou e viu um grande gato preto, entrando de mansinho.
O gatinho se aproximou do gato recém-chegado e lhe perguntou:
— O que vamos fazer com ele?
— Espere até Martin chegar — foi a resposta.
O homem, espantadíssimo, olhava para os dois bichanos com o canto do olho. E pensava: “Acho que esse ‘ele’ sou eu. O que será que estão tramando?"
Logo em seguida, a porta se abriu de novo e um gato malhado do tamanho de um cachorro entrou na sala.
— O que vamos fazer com ele? — perguntou, dirigindo-se aos outros dois gatos, com os olhos brilhantes.
— Espere até Martin chegar — responderam os dois. O homem já estava totalmente apavorado. Contudo, achou melhor fingir que nada estava percebendo. Suas mãos pareciam gelatina, de tanto que tremiam.
Passou-se um minuto. A porta moveu-se novamente. “Outro.”, pensou o homem. E pensou certo: um majestoso gato castanho, grande como um cabrito, avançou sala adentro.
— Nossa senhora! — exclamou o homem baixinho. — Se ainda por cima estão aumentando de tamanho, o próximo será um verdadeiro elefante.
O grande gato castanho chegou até seus companheiros e perguntou, olhando fixo para o homem:
— Vamos fazer o negócio agora?
— Espere até Martin chegar — responderam os outros. Ouvindo isso, o homem não resistiu. Deu um pulo da cadeira e saltou pela janela, desandando a correr rua abaixo.
— Quando Martin chegar diga a ele que não pude esperar! — gritou ele, e desapareceu como um foguete.
29 de setembro de 2010
25 de setembro de 2010
Não diga toda verdade às mulheres!
Depois de uma longa doença, uma mulher morre e chega aos portões do céu. Enquanto espera por São Pedro, ela vê através das grades seus pais, amigos e todos os que tinham ido antes dela, sentados à mesa apreciando uma refeição maravilhosa.
Quando São Pedro chegou, ela disse:
- Que lugar tão bonito! Como eu posso fazer para entrar?
- Eu vou dizer uma palavra. “Se você soletrá-la corretamente na primeira vez, você pode entrar, se você errar, você irá diretamente para o inferno”, disse São Pedro.
- Tudo bem, qual é a palavra?
- AMOR - Disse São Pedro. Ela soletrou direito e foi para o céu.
Um ano depois, São Pedro pediu para vigiar as portas.
E naquele dia, para sua surpresa, apareceu o seu marido.
- Ei, que surpresa! - Ela disse: "Como você está?
- Ah, como eu tenho ido muito bem desde que você faleceu. Eu me casei com a bela enfermeira que cuidou de você, ganhei na loteria e me tornei um milionário. Então vendi a casa em que nós morávamos e comprei aquela bela mansão no bairro chique que você gostava. Viajei com minha nova esposa pela Europa, Ásia e Oceania. Estávamos de férias nos Alpes justamente quando decidi esquiar. Eu caí... O esqui bateu na minha cabeça e aqui estou.
Diga-me, como faço para entrar, querida?
- Eu vou dizer uma palavra. Se você soletrá-la corretamente na primeira vez, você entra, caso contrário, vá direto para o inferno - Ela disse.
- OK, qual é a palavra?
- SCHWARTZENEGGER
MORAL:
“NEM MORTO SE PODE DIZER TODA A VERDADE PARA UMA MULHER, PORQUE VOCÊ CORRE O RISCO DE VIVER EM UM INFERNO O RESTO DA SUA EXISTÊNCIA.”
11 de setembro de 2010
25 de agosto de 2010
16 de agosto de 2010
O outro lado do espelho - final
– Não é você? Esse homem não é você, Augusto? – Carolina pergunta aflita.
– Não, eu sou uma pessoa comum que um dia sonhou demais e levou seu sonho até as últimas consequências, foi assim que vim parar nesse mundo.
– E o que aconteceu com o outro Augusto?
– Troquei de lugar com ele. Agora sou o que você está vendo.
– Mas você ainda pode voltar, não pode?
– Não me interessa mais voltar. Mas seu tempo ainda não acabou. Não deixe que sua vida seja igual a minha. – Lhe entrega o livro.
Carolina apanha o livro de suas mãos. – Você está me pedindo para voltar Augusto?
– Sim, você deve viver sua verdadeira vida. Ser você mesma, acreditar em sua força. Deve haver alguém esperando por você.
Carolina olha para Valerie e Rodrigo que saem. – Na verdade eu acho que não existe mais ninguém para mim lá fora.
Augusto faz um sinal para as duas mulheres saírem e elas obedecem.
Depois olha para Carolina e diz: – Pelo pouco de humano que ainda resta em mim eu lhe peço que volte. Não faça como eu que optei pela saída mais fácil.
– Não sei se quero voltar Augusto...
– Você não merece viver nesse mundo. Você realmente merece ser feliz.
– Mas não consigo voltar para lá.
– É que você não está querendo deixar para trás o que está lhe prendendo aqui.
– E o que é? O que está me prendendo aqui?
– Seu passado. Ele está impedindo sua partida.
– E como posso ir embora, isto é, se eu decidir ir.
– Já não posso lhe dizer mais nada A não ser adeus e boa sorte. – Augusto sai.
Carolina fica sozinha. – Agora vejo que a vida que estava vivendo não era a minha. Os sentimentos eram emprestados, os gestos eram falsos, tudo era uma cópia, Valerie estava certa, eu tenho medo de minha vida, por isso eu a ignorava. Aquela figura no espelho era realmente a Carolina, era a pessoa que eu jurava conhecer, mas agora sinto que não sei quem é! E agora é preciso aceitar a realidade e refazer minha vida do inicio, para que a verdadeira Carolina possa nascer e transformar o sonho em realidade, ser feliz, finalmente. O Augusto... que pena... terei de esquecê-lo, terei de deixá-lo enterrado com todo o meu passado de ilusões. Eu sei que não haverá lugar para nós no outro lado. Não haverá mais lembranças, nada... Minha vida recomeçará e assim terei outra chance de ser feliz. Lá fora está uma vida que não conheço e que terei de vivê-la dia a dia, e já é chagada a hora, a decisão, o momento de deixar a outra Carolina para trás e de fazer a passagem para o desconhecido, para o mundo que ainda precisa ser descoberto e realmente ser eu mesma.
Carolina vai até o espelho e começa a atravessá-lo, mas, pára como que segura por uma força que tenta puxá-la de volta. Ela larga o livro que tem nas mãos e vai embora.
FIM
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